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Saturday, 21 August 2004
Bolonha: perto ou longe?
Estou outra vez com o Director de O Publico. E cito-o.

O Futuro do Ensino Superior
Sexta-feira, 20 de Agosto de 2004

Portugal deve optar, no quadro do Protocolo de Bolonha, pela soluc?o 3+2

Nos ultimos dias o PUBLICO tem procurado relancar - ou lancar - um debate que esta demasiado adormecido: a forma como Portugal se adaptara ao Protocolo de Bolonha, um protocolo que visa unificar os graus academicos ao nivel da Uni?o Europeia, permitindo a equivalencia de licenciaturas, mestrados e doutoramentos.

E facil perceber a importancia deste debate: a mobilidade dos trabalhadores com formac?o superior no espaco da Uni?o e fundamental para acelerar a troca de conhecimentos, estimular a competic?o entre universidades e permitir que a qualidade geral do ensino melhore.

Para Portugal, a discuss?o e aprovac?o das modalidades do Protocolo de Bolonha constitui, por seu turno, uma oportunidade: a oportunidade de modificar estruturas envelhecidas e cheias de vicios, de alterar curriculos errados, reorganizar as faculdades e diminuir as suas imensas ineficiencias. Infelizmente, contudo, tudo indica que as coisas n?o v?o correr bem.

Uma das opc?es base que Bolonha implica e a modificac?o da durac?o da maioria dos cursos superiores. Os paises, ou as universidades, ter?o de optar ou por uma licenciatura de quatro anos mais um ano de mestrado, ou por tres anos de licenciatura e dois de mestrado. E a opc?o entre 4+1 ou 3+2. A maior parte dos paises esta a optar pelo regime 3+2 porque permite reforcar uma formac?o base num tronco comum que abre para muitas saidas profissionais e, depois, garante que o mestrado, com dois anos de especializac?o, n?o e uma palhacada. E claramente essa a opc?o que Portugal devia fazer - so que ele implica rever de alto a baixo a oferta de cursos actual e, sobretudo, a sua multiplicac?o mais rapida que a dos cogumelos. Isso teria, porem, uma consequencia: destruiria os milhares de "coutos" privados, ou de quintas particulares, que muitos professores alimentam.

Por outro lado, ao garantir o grau de licenciatura em apenas tres anos, este sistema alimentaria o mercado de trabalho com profissionais que, sem terem uma grande especializac?o, tem mais possibilidades de se adaptar a diferentes soluc?es e, de imediato ou apos uma primeira experiencia profissional, tirar um mestrado numa area totalmente diferente daquela que respeita a sua formac?o de base.

Poderiamos assim ter engenheiros com formac?o em gest?o, economistas com formac?o em jornalismo, licenciados em Direito com especializac?o a serio numa area juridica e por ai adiante.

Num mundo em que e necessaria a capacidade de mudar de emprego e, as vezes, de carreira ao longo da vida, onde se pode comecar como arquitecto e evoluir para gestor, onde se pode estudar fisica e acabar a dar aulas de Politica Internacional, a soluc?o 3+2 e mais plastica, por certo mais exigente para professores e alunos, talvez melhor adaptada aos que desistem dos cursos em elevada percentagem.

Hoje ainda temos um claro defice de licenciados, mas, em algumas areas, sobram quadros com mais formac?o do que a pedida pelo mercado ou que so encontram empregos que n?o correspondem as suas expectativas. O que ja e um problema. Uma formac?o 3+2, tendo problemas a resolver (como o de saber como se processa o seu financiamento publico), para alem de nos por a par com a tendencia europeia, poderia funcionar como um real choque terapeutico capaz de obrigar o nosso sistema de ensino superior a, por fim, mudar.


Jose Manuel Fernandes

Posted by frestivo at 4:56 PM BST
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